No processo de adormecimento encontramos os objetos de desejos.

Tratando das percepções físicas vamos sentir que possuir  tal ou qual coisa  é fator determinante  para a identificação com a matéria. Formatando-se desta maneira os vinculos produzidos em relação as situações da vida.

Pare por um instante e perceba  suas nescessidades.

Quem as estabeleceu na sua vida?

Como vivência este processo de ilusão?

Quando cremo-nos possuidores de algo ou alguém é por que perdemos o verdadeiro  sentido da existência.

Somos educados e programados para estabelecer estas que são nossas nescessidades atuais.

Contemple todos os bens e relacionamentos na sua vida. São estes os fatores que determinam não sómente seu estado atual mas também o da humanidade. Puro adormecimento.

Passamos uma boa parte da vida disputando. As vezes um grande amor outras tantas grandes ou pequenas conquistas. Mas irremediavelmente identificados com tudo. Desta forma vamos pelo caminho dando tropeços que nos custam aflições e toda sorte de problemas.

Reagimos constantemente quando recebemos de volta aquilo que plasmamos no universo. Não queremos isso é claro, pois foge completamente de nosso domínio, creia tudo está encadeado às nossas ações.

Desta forma percorremos a estrada da existência aos trancos e barrancos sem entender que tudo o que fazemos retorna para nós.

É muito comum que ao querer algo passemos por cima da consciência e do amor.

Sinta que este processo de adormecimento tem tudo a ver com as nescessidades impostas por outras pessoas ou pela educação vigente.

Para que possamos aceitar e compreender as origens da nossa dor é preciso sentir o arrependimento.

Compreenda este processo até o mais profundo abismo onde está sua consciência. Mergulhe sem medo  nas trevas que são responsáveis pela ignorância da divindade que habita em seu interior.

Reconheça as disputas de poder, sejam elas quais forem. Entenda a nulidade do presente nos atos determinados em querer e possuir desenfreadamente. Este processo produz em si o adormecimento.

Sem a consciência presente passamos inevitávelmente por cima de tudo e de todos. Muitas vezes num pequeno ato de falta de educação, como passar na frente de alguém na fila do ônibus, encontramos infiltrado neste ato a prepotência do querer.

A presa do possuir algo ou alguém produz atos muitas vezes desesperados e inconscientes nas coisas mais simples da vida.

Ainda assim cremo-nos uns coitadinhos. Causa-nos muita dor ter que reconhecer a nulidade de nossos atos, mas se queremos avançar no caminho interior esta é a porta escancarada a disposição.

Agora imagine se temos atos arrogantes por objetivos simples, o que não faremos quando está em jogo algo bem mais importante. Ora somos capazes de virar o mundo de cabeça para baixo com nossa prepotência de possuir objetos de desejo.

Ter a consciência desperta é a unica maneira de reconhecer estes atos que são causadores da nossa dor. É também a fórmula que nos dará a condição de avançar em direção ao reino espiritual.

Ignore o presente e ficará submerso nestes que são os martírios nossos de cada dia. Sinta e verá.

Leve a sua consciência até os atos mais simples da vida. No inicio é preciso um certo esforço para sair do adormecimento. Com o tempo a paz e a calma produzirão uma zona de atuação onde poderá entender profundamente seus atos.

Observe a vida em movimento. As formigas, os pássaros e suas ângustias. Verifique que tudo é passageiro. Respeite cada ser vivo que apresenta-se na sua frente.

Quando fialmente deixar de querer por prepotêrncia verá plasmar-se no seu universo tudo o que tem realmente importância na sua caminhada cósmica.

Tudo virá sem angustias ou pré-ocupações.

Wâgnér C Bärbosá

Terapeuta, escritor, artista e poeta.